quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Dias assim...


Sabe o que é? É que existem coisas que deveríamos e queríamos seguir, mas existe um monstro chamado medo dentro de nós, que nos faz acreditar que qualquer desvio da rotina torta das nossas vidas nos feriria como os arames farpados fazem com a carne quente de quem corre para um lugar que não sabe, assim, muito rápido e suado. É algo que evita que as pessoas queiram sentir na vida aquela sensação de bebida fervendo rasgando o corpo em uma tarde de sol e pouco vento, aquela tarde em que não há maciez ou palavras de seda, algo que evita que gritemos com esse tipo de tarde e que passemos o pé para que ela caia de cara e quebre o nariz no chão. Ficamos tão inaptos que nem percebemos as cores à nossa volta, nem ao menos reparamos se há uma borboleta-felicidade perto de nós.O medo nos embebeda de coisa ruim. O medo nos arruina. O medo nos come.... nos come vivos-mortos. Mas, o que se tem a saber é que arames farpados anciosos por carnes cortadas existem por todos os cantos, e se materializam em nomes, rostos e fatos, mas o que não se pode fazer é dá passos atrás quando se pode ter um final de tarde tão mais bonito... bem na nossa frente... desse jeito... meio rosa de alegria...de um dia que nunca vai terminar porque estará guardado em um lugar meio labirinto que é escondido com muito carinho por nós. Dias que nos fazem acreditar que o coração bate para viver e, quem sabe, sorrir. Porque dias assim, são dias de conseqüência...dias que passamos por cima do medo de arames farpados.


Então, pega minha mão... pega e me puxa.






Foto: Camila Gama

terça-feira, 30 de setembro de 2008


E que alegria é essa de ossos fracos e esse "eu" de raízes curtas? Nem pensar, meu bem. Deixe só as marcas dos tornozelos nessa areia de nós todos, é a única coisa que vais deixar: marcas de tornozelos. Porque o resto vai embora para nunca mais, junto de um tom desafinado e uma cor que é suja e, portanto, interessa. É sopa fria sem pimenta, olhar morango e não comer, ir ali só por ir... mas que chato. Dá um tapa nesse mundo tolo, e pega as bolsas para lavar, aquelas bolsas de que tanto andar por aí ficam sujas de nós. Com o nosso sujo cheiro e o cheiro sujo, tudo assim, muito junto e entranhado, como cada nota do Baleiro, como cada pegada do goleiro, e é tudo assim, tudo muito jogado, tudo muito dado, e se é dado, então pega. E segura, logo, porque tudo vai daquele jeito de álcool na pele, volável. Não é assim na química? É assim na vida, ora. Ora se é.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

CASA 4

- Casa 1 ... Casa 2 ... Casa 3... Casa 4! Com certeza é essa- disse enquanto caminhava em direção a uma casa nem grande nem pequena, de cor rosa, grades pretas e janela de vista média. Por um momento ficou com medo das palavras que não sabia falar, sentou na calçada da casa 2 e decidiu que precisava respirar. O nervosismo pareceu crescer, então, dessa vez, a decisão foi pegar um cigarro e desfrutar da química dele. Lembrou que ela poderia estar em casa, preparando a comida de Dominique, sua gata que achara há não muito tempo em uma parada de ônibus no caminho de volta para casa. Poderia estar em qualquer outro lugar. Menos ali, naquele lugar, nervosa por entregar uma carta que não era dela e nem era para ela.
“Que doidice!”, pensou, porque qualquer pessoa poderia ter entrado naquele ônibus, encontrado aquela carta e feito o que quisesse: talvez aberto e lido, aberto e guardado, aberto e jogado, só jogado, talvez tivesse rasgado, e talvez ninguém nem tivesse percebido. Por que ela teve que achar aquele envelope já amarelo, com aquela letra jogada? Era um endereço, uma abreviação (que talvez fosse o nome) e a única certeza: era a casa 4. Por que o suor parecia frio? Por que não tinha mais o controle das pernas? Por que se sentia como uma folha do outono europeu, que se desprende da quietude de uma árvore frondosa? Afinal, “é só tocar a campainha ou dizer ‘Ô, de casa’ e entregar o tal do envelope amarelo”. Não, não era só isso. Ela agora era uma ponte entre duas pessoas, de uma mensagem que ela nem sabia. Uns sorrisos estavam dependendo dela, e lágrimas, provavelmente, também estavam dependendo dela.
- Não pode passar de hoje- falou para o cacto do jardim da casa 2, que já tinha na direção da janela uma baixa e desconfiada senhora, esforçando-se para se manter nas pontas dos pés, no canto mais longe da sala e, assim, manter seus olhos miúdos atentos para continuar vendo qualquer movimento da menina nervosa na calçada, aquela com a bituca de um segundo cigarro na mão [...]





[pedaço do que estou escrevendo]

sábado, 6 de setembro de 2008

6 de Setembro


Eu acho que bebi um pouco demais. Decidi que escreveria qualquer coisa que viesse à cabeça, mas tudo que vem é tontura, é demasiadamente loucura, é cachoeira de mim, são pingos de mim que queimam ao invés de aliviar. Daqueles de coisa lavada, sem se preocupar com passos certos, com pensamentos expressos ou dizeres inversos... me fogem os versos... me ficam os restos! Só existem aquelas palavras soltas como bruxas em vassouras, guardadas em bolsas do dia seguinte... vertigem... e no país das maravilhas a tal da Alice. E tem uma batida de violão que eu não sei, que faz mexer a cabeça e fechar os olhos... talvez deitar... e desenhar letras como em uma carta para cruzar o Brasil... seria bom, mas tudo em que eu posso pensar com propriedade é em um certo morango febril.



foto: Carla Matos

domingo, 31 de agosto de 2008

'vambora'

Eu chuto lata e ando descalça
Eu rio sozinha, estou na estrada
Grito silêncio e engulo barulho
Mas, pode mandar... mande e eu chuto

Chuto para mais longe do que pensarias estar
Não é fácil...
Isso é para quem quer
E para quem sabe jogar

E para quem estala os dedos
E sai correndo na hora
E para quem não perde tempo
E sai gritando: 'vambora'!

Vambora...
Vambora...
Vambora...
E vambora!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Parapeito (parte 2)


Havia uma ponte adiante e ele pensou que seria mais fácil chegar ali, pular de cabeça na coleção de pedras que aquela terra tinha e acabar de vez com todos os fantasmas do mundo, com todos os dias de pernas cansadas, com os dias em que os olhos mais parecem piscinas, com a respiração de chumbo e, mais do que tudo, com as dúvidas que insistiam em lhe passar a perna. O coração gelado pesava e dizia a direção a ser lançado: 35 passos a frente, meio da ponte, ponto mais alto, 50 metros, para baixo. Isso mesmo. Esse seria o etinerário. Nada o faria parar. Foram 16 passos de convicção... até o tropeço. Tropeço. Mãos raladas do áspero asfalto, pernas bambas (talvez com alguma marca, naquele instante), face direita espremida contra o chão e olhos vidrados nas cores desenhadas no parapeito da ponte, que há 16 passos atrás deveria ter sido o último obstáculo ultrapassado por aquele corpo inútil. O escuro do céu e do asfalto já não eram tão visíveis. Uma outra cor surgira de uma nova forma, dentro de seis pétalas.
"Que amarelo é esse?", perguntou-se. Porque nenhuma cor era assim. Nenhuma cor falava como aquela e arrancava tantas lágrimas de uma só vez e tão rápido, talvez o estado sentimental dele ajudasse, mas definitivamente aquilo era diferente... era, sim. Nenhuma cor gritava daquele jeito. Nenhuma cor tinha aquele silêncio.
" Que formas eram aquelas", admirou-se. Porque todas as formas do mundo mais pareciam rabiscos nervosos e desabilitados de um qualquer coisa, menos desenhista, comparados à harmonia de traços do mais que vivo desenho de parapeito. Era só um desenho de parapeito? O que significava? Quem fez?
"Amarelo?". Claro que não. Não era só amarelo.
"Seis pétalas?". E da mesma forma não eram apenas seis pétalas.
"Quem?", concentrou-se. Quem tinha inventado uma nova cor? Quem tinha salpicado vida em uma cor de uma flor de um parapeito?Aquele que não seria mais ultrapassado como constava no plano.
E a vida daquela cor, daquelas formas, tinham entrado nele como uma fogueira é bem quista em um dia frio (como aquele dia, 16 passos atrás). E se antes ele tinha tropeçado, agora ele estava de pé. Porque alguém estava brincando de Deus:inventando novas cores. Como ele explicaria aquilo?
"Então, eu posso", imaginou. De pé, concluiu os 54 passos restantes e foi em busca de uma nova cor, da sua nova cor. Seria um lilás-fumaça, um verde-maçã, um vermelho-nuvem, um azul-borboleta, um anil-bolha, um nada-aquarela. Não sei, qualquer cor que ainda não existisse, mas que seria dele... só dele.
A ponte ficou para trás, junto com o tropeço, junto das lágrimas, do coração gelado e do parapeito, que nem foi solução... que nunca seria. E agora, como as coisas são... deve haver uma nova cor no mundo. Será um roxo-missanga?

terça-feira, 12 de agosto de 2008

"roBOBOtizados"

Quando o mundo mostra a sua face hipócrita o que se tem a fazer é não ligar. E eu não quero que as pessoas pensem que essa é uma posição indolente, apática e da mesma forma hipócrita, mas uma atitude madura e honrosa de quem entende que o mundo não entende que a respiração muitas vezes pesa por motivos que apenas um minuto de pessoas irá conhecer, viver e, até talvez, escrever, por motivos que são esquecidos, inferiorizados, marginalizados em favor de um sonho humano-robótico idiota e idealizado. Se o mundo escolheu um estereótipo a ser seguido, a ser respeitado e a ser a imagem de uma dignidade equivocadamente maior e, portanto, mais valiosa do que as demais existentes, o que eu faço é mentalmente (ou verbalmente, quando se trata de um caso à parte) pedir para que todas essas palavras ensaiadas e esteticamente surpreendentes de pessoas que não entendem, claro, sejam introduzidas ,na velocidade da luz, garganta abaixo de cada uma delas. Porque ninguém está suposto a ferir outras pessoas do jeito que achar conveniente. Ah... mas, o mundo quer? Sério? E daí? Porque o mundo também quer que tu não acredites em ti; o mundo não quer também que saibas que a fome, no século XXI, mata mais do que matou em qualquer momento anterior; que os países desenvolvidos, concentrando 29% da população mundial, controlam os outros 71% da população; que 70% da energia produzida no mundo é destinada a esse número: "29%"; que laboratórios multinacionais usam da fragilidade de animais e pessoas economicamente desfavorecidas para usá-las como cobaias de remédios de efeitos colaterais desconhecidos e produtos estéticos ,para a manutenção do estereótipo idealizado pelo nosso "doce" capitalismo (eu preciso dizer que estou sendo irônica?). O mundo não quer que saibas que existem pessoas que recusariam tudo o que ele (esse mundo) ofereceu... por ti; que existem coisas além de dinheiro e glória; que existem princípios além de unidades monetárias. Mas, sabe o que tem de bonito nisso tudo? É saber que, mesmo sendo pouco, existem pessoas que entendem e que lutam de alguma forma contra isso. Eu não conheço a maioria das pessoas que visitam esse blog e dos que eu visito, as pessoas que comentam, ou as que não comentam, mas que me procuram pelo orkut, mas eu acredito e ligo em/para vocês, porque assim como eu... sei que vocês não ligam para o mundo...

Ou ligam?

domingo, 10 de agosto de 2008

Cigana

Eu não ligo muito para proagnoses, essas coisas de destino e tudo. Acredito que podemos fazer tudo quanto ao futuro, e nossas ações diárias é que irão determinar os nossos amanhãs. Muito me intriga que alguém, uma cigana tenha pedido para ler minha mão(isso mesmo, foi o que aconteceu por volta dos meus 13 anos), me intriga muito mais o que ela disse e me desespera ter que sonhar com aquele dia todas as vezes que minha mente parece ter esquecido do episódio. E quando eu sonho com isso, eu volto com minhas pesquisas, voltam minhas perguntas, falham minhas respostas e me frustram os fatos. Eu mastigo pensamentos e no final tenho que cuspí-los pela inexistência de algo que não cause uma "indigestão" instatânea. E sentir uma inutilidade por dentro é pouco... eu me perco, eu tropeço, eu perco o passo e dou de cara em portas que pareciam estar abertas. O que ela quis dizer? Eu não entendo... eu não entendo! Mas, se eu não ligo... por que a pergunta? Porque talvez eu ligue(e o "talvez" é só para não adimitir a certeza). Eu menti... eu até sei alguma coisa... mas, é pouco...e ajuda até seria bem-vinda se eu pudesse falar... se eu pudesse eu falaria... falaria! As minhas pistas são poucas e a minha ambição por informações é enorme. Uma coisa que eu sei é que eu tenho que esperar mais um pouco, não sei quanto, mais um pouco...e aí, eu vou encontar o lugar certo do jardim, de raízes certas e odor específico! Mas, por enquanto, eu estudo tudo de novo! Sabe... eu estou melhor nisso!

sábado, 9 de agosto de 2008

"Eu vejo gente morta"

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Perfil

Jeans rasgados, um all star meio velho e muita história para contar...Ninguém vê, mas ela carrega palavras de concreto nas costas e uma ferida no meio do peito, coberta pela sua pele despigmentada... o que se vê é o resto dela... falho, cansado, impedindo que o resto maior se mostre. Senta como se não quisesse nada, mas o que ninguém repara é que ela quer tudo. Machuca os pulmões gritando o contrário que transparece ser, quando tudo isso é para deixar em silêncio o igual que ela tem. Joga o cabelo para trás, sob a noite estrelada e espera que todos a sigam, e quando não acontece trata como rato o organismo, fica em pé, andando de um lado para o outro, perguntando-se o que foi de errado daquela vez. Palavras diferentes das dela parecem facas no coração, doem tanto que não aceita que existam, logo finge que não as ouve. Quer saber? Ela ouve cada uma delas. Ouve e grava. Grava na memória. Guarda cada "eu te amo" como troféu, mas o engraçado é que não acredita em nenhum deles. Talvez tenham levado um pedaço dela, talvez ela tenha jogado em uma rua qualquer, tanto faz, ela nunca liga não é? Não, é o que ela quer que acreditem. O que ela busca nas pessoas? É o que ninguém faz idéia, nem mesmo eu, não eu. Pode-se pensar que ela tem todas as respostas, mas, definitivamente, o mais próximo dela é “quase nenhuma” . Ela fala de um jeito que parece “não faça uma oração por mim”, mas olha como “preciso de todas as orações”. Faz da sua garganta um vulcão, que espele palavras-larvas que queimam quase todos, mas que primeiro a queima, e que sempre queima. Ela nunca desiste. Ela nunca pára. Ela não pode parar. Ela é mais morta do que já é quando pára. Quantos ela testa? Por que testa? Até quando testa? Queima a testa, que coisa! Olhos caídos, piadas até bem-vindas, opiniões relutantes e sorrisos-disfarces. Não tem flor nos cabelos, nem algemas nas mãos, mas faz cantos de morte. Ela insola, ela venta, mas ela chove? Tem joelhos ralados de tanto cair, mas faz questão de vestir calças para cobrí-los, mas lembram dos jeans rasgados? Isso já foi externalizado, já foi, “menina-ser”. Ela está muito acima. Ela está muito abaixo. Ela está agora. Ela está depois. Mas, até quando? Onde está? Ela anda pelo caminho batido do bosque que ela mesma cuidou para que não crescesse, pegou cada flor e as esmagou, guardou as pétalas para lembrar. Roupas longas para não deixar que o sol a toque. Ela tem o sol se pondo. Ela tem a escuridão. Tem o que tem na escuridão. Talvez por isso tenha aprendido a se pôr e a absorver a luz antes do pôr que aprendeu. Ela tem o tempo. Ela perde o tempo. Mas, corre atrás, acredito que sim. Ela está sã, agora? Porque ela é do tipo que gostaria de ver o chão passar muito rápido por debaixo das pernas. Ela pegou as pedras da beira de um rio, guardou nos bolsos e na bolsa, para ver se tudo aquilo pesava o suficiente para esquecer o peso do coração. Ela senta de novo, conversa com os tênis e amarra os cadaços. Tira o relógio. Agora, ela tirou o tempo. Olha para além das estrelas. Não sei para onde. Deve levar algum tempo para voltar. Pulmões... fracos pulmões. Não é a única fraqueza que ela tem. E sabe, não é que ela não queira dividir o coração. Ela não quer dividir aquela ferida. Deve doer demais para existir um jeito que doa pela metade.
MAS, EU TENHO QUE ADMITIR. ELA É A ÚNICA QUE ANDA COMO SE NÃO ESTIVESSE CHOVENDO
(por opiniões de certas pessoas, esse final pode, daqui um tempo, ser mudado)

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Perguntaram para Clarice

Perguntaram para Clarice:

"Se você não pudesse mais escrever, você morreria?"

Essa pergunta soa parecida com outras espontaneamente criadas na minha cabeça, na verdade, nada mais do que repetidas por mim.

* Fogo sem calor?
* Barulho existe sem silêncio?
* Preto sem branco?
* Parte sem outra?
* Outra sem parte?
* Aqui sem ali?
* Saber sem não saber?
* Dizer sem calar?
* Pensar sem... tem coisas que eu não sei...

Ou ainda...

Perguntas a seres fantásticos, tais como Clarice...

* Branca de Neve, o que tu serias sem os sete anões?
* Bela Adormecida, e se o príncipe não te desses o beijo?
* Shrek, tu te imaginas de outra cor?
* Gato-de-botas, e se não tivesses botas?
* Quanto ao seu nariz, Pinóquio... se não fosse do jeito que é... seria apenas mais um, não é?


As pessoas existem sem tudo o que foi criado para serem delas?


Perguntas bobas?
Foi como me pareceu a primeira!

RESPOSTA DE CLARICE:
"Eu acho que quando eu não escrevo eu tô morta"

Sem mais comentários.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

"vida não tem título"


Deixem as estrelas onde estão...
Repares na chuva caindo...

Cuides para que o sol amanheça...

e a lua... luar!
Abras os braços e deixes que o vento delineie o teu corpo...
Ouças o que ele te conta... prestes atenção, é um segredo!
Que tu te sentes e saibas que a areia que te toca é tua,
mas é de todo o mundo...
Cries incessantemente teus pensamentos. Estes são teus e de mais ninguém...
Completes cada linha, mas se não quiseres...
que pelo menos as linhas que fizeste estejam completas...

Não, que besteira.. faças como quiseres, mas escrevas, ou fales, ou toques, ou olhes, ou sejas!
Pegues o teu tempo, mas não esqueças que os outros têm seus próprios tempos...
Cubras todas as tuas palavras com um pano invisível de mel misturado com morango...
Será tudo o que pensas, mas não machucarás ninguém...
Mas, se machucares, assim mesmo, aí... aí... tem coisa que eu não sei e que eu não posso falar...
que coisa (cara de interrogação)...

Ah... então, queres saber? Faças a lista novamente, mas agora feches os olhos e tentes imaginar... mas, tentes mesmo!
Te dou um minuto (quem sou eu para estipular minutos?)...
Não acredites quando dizem que não podes voar.... Tu podes tudo o que acreditas.
Eu cheguei a pensar que era mentira...

Olha, não é! Tudo o que fica para trás são pegadas...
Algumas pessoas vão querer seguir as tuas, então prestes atenção no que fazes...

e prestes atenção nas pegadas que segues...
porque quem disse que ser livre é fazer o que quiseres?

Não te confundas com um pássaro...

Isso não és...
Confie em mim pelo menos nisso: pássaro não é livre. Tu és... tu és... tu és...tu és

E é como Clarice Lispector fala: "O ser humano precisa aprender a ser humano"...
ou como nas palavras sábias do priminho de 8 anos : "É uma música que não tem som" ...
Já fechastes os olhos?
Vamos... OLHE... OLHE... OLHE... OLHE...
Entres na de "Sea of Love" e "come with me..." (venha comigo)...

Não tenho certeza ou até não faço a mínima idéia para onde estou indo, mas o fato é que estou indo...
Parar nunca foi solução...
Que tal seguir o sol?
Porque as coisas têm a ver nos detalhes e um pular de parágrafos nunca foi problema por aqui!




Foto: Mel Koudela

domingo, 29 de junho de 2008

(vocativo)

Quantas vezes passastes por alguém que nem sabias quem era, mas quis saber da pessoa? Quantas vezes passastes por pessoas que nem notastes? Quantas vezes deu a mão quando nem ao menos devia? Quantas vezes tinha que fazer e, simplesmente, não o fez? Quantas vezes te acostumastes? Quantas vezes não conseguistes? Quantas vezes tivestes dúvida entre certo e errado? Quantas vezes esquecestes dos tais conceitos (apenas conceitos, mesmo)? Quantas vezes achastes que isso não existe (eu concordo)?
Porque é isso... a pessoa senta e olha pata todos... na verdade, para as roupas que as pessoas vestem, para as bolsas, para os estilos ou para um estilo inexistente de cabelo... e fica se dizendo: "ah, isso combina", "isso, tá ridículo", "ai, em que loja tu comprastes?"... e depois, de tanta coisa acontecendo, tu podes ver o quão estúpidos foram todos os teus atos e os atos das pessoas que te envolvem.
O menino roubou a mulher bonita no sinal e o cara gritou "ladrão, pega ladrão"... eu não estava em nenhum dos lados e não posso julgar, mas contrário a isso, eu aprendo que o imparcial é justo, e sim, partiria disso qualquer situação idônea de justiça! Eu pensei que o menino talvez pudesse estar com fome e fiquei com raiva do cara que gritou "ladrão", aliás o que ele sabia da vida do menino?Mas, como um lapso, eu lembrei que o menino podia estar roubando para comprar drogas, aí eu fiquei com raiva de novo, porque isso afunda o país e as pessoas boas morrem por isso... e aquele cara passou a ser um ícone de heroismo entre tantos inertes! A mulher tinha as mãos trêmulas e eu pensei: "por que usar tanta coisa, sabendo que hoje a situação é perigosa em qualquer lugar?", mas ela tem direito de ser e fazer o que ela quiser... ela deveria se limitar por causa da violência? Ela deveria se adequar como tantos fazem? Deveriam as pessoas serem trancafiadas em suas próprias casas? Não seriam as pessoas erradas a serem presas? (mas, o que é errado?)... então, um outro pensamento surge, lembro do meu professor (que eu nem mais lembro o nome) falando de como as drogas saciam a fome, e penso: "ele poderia estar com fome, mesmo"...mas e a mulher? E o homem? E o menino? E eu? E todo mundo? E o mundo?... Quem está certo? Quem está errado?
Tudo que eu posso dizer é que eu estou perdida...e aí...

EI, eu esqueci de fazer uma pergunta...

aquela pergunta... muito simples... vocês sabem... eu tenho certeza...

SOU EU QUEM? NÃO..
EU QUEM SOU? TAMBÉM NÃO...

Ahhhh... lembrei:

QUEM SOU EU?


* e o que eu sei?



sábado, 28 de junho de 2008

Aqui


Eu tenho mais ou menos cinco minutos antes que eu caia de sono...
E é legal isso de enfrentar você mesma... o teu próprio sono... porque não é qualquer sono... é aquele de cansaço acumulado, de dormir tarde e acordar cedo, de ler apostilas enormes de Direito, que até a voz cansa! A voz cansa e até esqueces de como falar, ou até dói... e os dedos erram as teclas, e agora já foram 8 minutos, muito mais do que tinha imaginado. Odeio isso de perder o controle!
Mas, amanhã é outro dia,e posso descansar, finalmente!
O meu corpo respira quieto, e eu sinto ele recebendo a calma que eu não conhecia há tanto tempo... tanto tempo, mesmo! E sabe daquele meu mundo que eu falei há pouco tempo(foi pouco tempo?)? Eu tenho estado nele mais freqüentemente do que nunca!
Vou pegar meus livros que eu sonho em ler há mais de meses...
Ouvir as músicas que eu gosto mais forte do que nunca...
E escrever por aqui quase ou todos os dias!

E lá se foram 24 minutos!

passos

Gritar
para o ar...
e dizer...
o quê?
qualquer coisa...
que te faça bem...
não importa...
nossa,
está tarde...
mas,quem se importa...
que ninguém tenha hora...
só o sol guiando...
e passos no chão...
que ficam para trás...
quando os outros começam...
quando os outros começam...
e não param...
e não param...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Mordida ...



Alguém tem noção de que aquelas cadeiras da frente de um ônibus são reservadas especialmente para idosos, gestantes e pessoas com alguma deficiência física? SIM! É isso mesmo! Todas as outras pessoas estão condicionadas a se destinarem para as demais cadeiras! O que eu quero dizer é o seguinte: nenhuma (eu disse: nenhuma) dor nas pernas de um carinha miserável que seja, é suficiente para tirar o direito de um senhor, que trabalhou a vida inteira e que, com certeza, pode ter uma dor maior nas pernas do que o filho da mãe (que nem tem cara de quem estuda ou trabalha) que, além de tudo, usa a outra cadeira para colocar os pés! Como eu posso me sentir? MORDIDA Sinceramente, para não falar mordidamente, estou cansada de ver pessoas achando que têm mais direitos do que outras. Estou cansada das pessoas que furam fila e falam da corrupção dos governantes, como se os atos delas também não fossem corruptos. Estou cansada dos vôos destrutivos de papéis e plásticos saindo das janelas medíocres de carros com donos mais medíocres ainda, sujando as ruas (que são nossas) e usando os impostos (absurdos, por sinal), que pagamos. E, sim, eu tenho o direito de não inalar a fumaça dos cigarros assassinos, até porque meus pulmões nada têm a ver com os atos suicidas de pessoas que querem se matar por moda. Outra coisa: se eu comprar, vou exigir nota fiscal e vou perguntar tudo sobre o produto (vai que ele explode,não é?). Todas as vezes que me derem, pelo menos, cinco centavos a mais, eu vou devolver, e nem adianta a mulher do meu lado dizendo que eu teria e deveria ficar. E para terminar: O SINAL VERMELHO É PARA PARAR! Estou mordida e tenho o direto de estar!!!

terça-feira, 27 de maio de 2008

(silêncio)


Minhas pálpebras não se tocam há mais de 24 horas, minhas pernas doem , minhas costas mais parecem a Torre de Pizza e eu juro que eu não sei como o meu coração continua batendo... ainda bem, ainda bem... quando estou em dúvida quanto a minha existência substancial no espaço pouco louvável reservado a seres vivos (ou não) chamado Terra, eu pego no peito, um pouco mais para a esquerda, tendo como ponto de referência o centro, e rezo para que eu sinta as batidas...1, 2, 3, 4.. sim, conto até quatro, não gosto do número três, mas o que interessa é que bate... às vezes meio frenético... e por nada, coitado... mas, bate! Então eu passo a contemplar a música que o silêncio faz, rezando (mais uma vez) para que ninguém ache que tem algo a dizer que seja melhor do que o silêncio. E quando eu estou dentro dele, eu me sinto melhor, me sinto em uma cápsula protetora, meio bolha feita de metal, de cor roxa para ficar mais legal e combinar com as minhas sapatilhas preferidas, que agora estão meio sujas, resultado da chuva que caiu sem parar, é Pará! Me sinto tão protegida que mesmo que eu fosse Clark Kant, criptonita verde nenhuma me assustaria... e lá não chega o escuro, o meu céu tem um tom lilás e as flores são vermelhas com núcleo amarelo... ah... e o travesseiro aparece quando eu quero, e o melhor de tudo é que ele é do Bob Esponja com o cheiro daquele óleo da mamãe, que é quase laranja! E mais uma coisa... as dores nas costas e pernas são substituídas pelo frescor do vento e eu não preciso fiscalizar as batidas do meu coração, lá eu sei que ele bate todo tempo! Não estrague isso tudo, fale baixinho, fale que nem é cantado em Breath Me... susurre... porque o silêncio é melhor do que qualquer timbre!

domingo, 25 de maio de 2008

Pacto sangüíneo


"Minha irmã querida, meu coração por ti bate como caroço de abacate"... Putz, grandes momentos de Chaves, mas isso era para descontrair. A minha intenção é escrever alguma coisa para ti! Porque eu acho que escrevendo eu sou melhor do que falando, olhando ou abraçando! Eu não acredito que eu esteja faltando com abraços, porque para quem nunca esteve presente com esse tipo de coisa não pode ser considerado ausente, não concordas? Mas, eu acredito que tu entendas toda essa estranheza!
O fato é: POXA, tu és minha irmã, e eu sou extremamente feliz por isso... nós fomos feitas para sermos irmãs literalmente e destinadamente (se é que isso exista)... e nós temos sorte, principalmente tu, porque me ter como irmã é uma honra...(ai, eu não consigo controlar essa minha veia "humilde")... brincadeira, ser tua irmã é uma honra...! Quanto aquele negócio de sorte que eu falei, mais em cima, é o seguinte, nós temos sorte mesmo... de termos uma a outra, porque veja bem(e essa frase não tem o mesmo sentido do comercial dos produtos Tigre): As "Meninas Super Poderosas" são muito unidas, mas elas têm poderes e têm que ficar se preocupando em salvar o mundo, acabam tendo menos tempo para conversarem sobre elas; As irmãs Olsen parecem também muito unidas, mas elas são praticamente iguais e isso é sem graça; aqueles irmãos (daquele filme de terror que nós vimos) eram muito ligados, mas eles matavam pessoas, e nós... nós não... isso é muito feio; as havaianas poderiam ser até consideradas irmãs, mas uma sempre arrebenta antes da outra, e se elas fossem irmãs mesmo, arrebentariam-se juntas, que nem nós duas; o Tico e o Teco são bonitinhos, mas querem mais saber de comer nozes; uma das irmãs da Pequena Sereia tinha inveja (cruz credo); os filhotes da Keke eram tão grudados, mas eles mordiam uns aos outros,e tu só me mordeste uma vez (graças a Deus); aqueles irmãos de "Querida, eu encolhi as crianças" , embora gostassem um do outro, eram estranhos demais e o bebê era chatinho... nós... ih, nós somos estranhas e chatas, também... o que eu falo agora? Ah... mas, eles eram meninos ,e nós não; a Vampira e o Noturno nem se gostam; a Sandy e o Júnior (ai, eu não quero falar deles); os irmãos de "Eu, a Patroa e as Crianças" só lembram que são irmãos depois que a piada acaba; o Ryan (de The O.C.) quase mata o irmão, só não fez porque Marisa se encarregou disso... mas, enfim... nós somos perfeitas? CLARO QUE NÃO... mas, somos melhores do que isso tudo... e nos amamos em cada detalhe!!!!



E mais uma coisa: me empresta R$ 1, 10????


Obs.: Ah... por que que nós estamos descabeladas nessa foto?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

(Des)estabilizar

Tenho pensamentos no ar,
palavras na boca
e voz!
FALEI... sim, falei!
não gritei,
porque gritar não sou.
Faço ouvir!
Junto frases da explosão ininterrupta dos resultados das sinapses do meu ser.
Ser ou não ser ?
Que diga Shakespeare!
É minha determinação,
ao mesmo tempo definição
Definição sem rumo
e nem padrão...
Vou correndo...
Vou andando...
Ah... na hora eu decido!
Isso... eu é que decido!
Tinha esquecido!
Mas, não mais o faço...
Vou tão rápido quanto um foguete
E depois tão devagar quanto a tartaruguinha que ganhou...
Tanto faz...
Só não vou para trás...
Não me escondo...
"Me eu me faço"
"Me eu respiro"
"Me eu me vivo"
E a ênfase, que chega a ser pleonasmo, leitores...
É para notar...
Somente para notar!
Não é erro,
Mas se decidirem que o é...
Estarei orgulhosa do meu erro!

domingo, 11 de maio de 2008

"Eus"


- Ei, vai logo... faz isso!

- Não... não faça... já falamos sobre isso!

- Pfrrt... vai ouvir isso? Tá brincando?

- Não podemos... já calculamos, tu sabes!

- Sempre atrapalhando... que coisa!

- Não pode sair do controle, e sabemos como fazer... como sempre... mais calma!

- Conversa... mentira... 'sob rosas'...

- Não continue... pense mais... sabes fazer isso!

- Tanto sabe que só o faz... hoje, não o faça!

- Que nada, nada disso, não seria justo!

- E o que seria justo?

- Não estares aqui!

- Isso seria loucura!

- Tu és a loucura!

- Então... e o que é viver sem loucura...?

- Quer saber...

- PAREM... quero me concentrar!!!!!!!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

"Em" caminho


Eu tentei colorir o céu, mas... sabe... o azul fica melhor, mesmo...

Eu tentei fazer chover para cima, ela(a chuva) não quis, continuou como é (linda), mas eu fiquei feliz, e eu tinha q ficar...

Eu tentei esfriar o sol, e acabei me queimando...


Eu tentei ser uma árvore, mas definivamente elas (as árvores) são melhores na brincadeira da "estátua", e além disso não
fui bem sucedida no processo de fotossíntese...

Eu tentei pular até à lua... pequena demais (estou falando de mim)...

Eu tentei nadar em todos os oceanos... eu tenho que voltar para a natação...

Eu tentei contar as estrelas... perdi a conta e dormi...

Eu tentei contar os grãos de areia... quando eu estava acabando o vento bagunçou tudo (verdade)...

Eu tentei segurar o tal do vento... ele não gostou, péssimo senso de humor, me derrubou...

Eu tentei colher todas as rosas de todos os jardins... eu as larguei quando senti todos os espinhos...

Eu tentei mudar a correnteza... eu já disse que tenho que voltar para a natação?...

Eu tentei correr pelas florestas, meus tênis não eram muito bons...

Eu tentei responder todas as p?e?r?g?u?n?t?a?s?... eu tenho que estudar mais...

Eu tentei jogar o meu ser... e eu fui junto!


Segundo o nosso querido e talentoso Shakespeare: "Ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade. Pois não importa o quão delicada e frágil seja uma situação. Sempre existem dois lados"

Existem coisas que apenas são, e devem ser respeitadas por isso!

sábado, 3 de maio de 2008

Talvez...


Talvez não em palavras...

Talvez não no papel...

Talvez não existam palavras...

Talvez vá embora...

Talvez fique...

Talvez seja...

Talvez que nada...

Talvez faça o que possa...

Talvez não faça nada...

Talvez olhe...

Talvez prefira a escuridão...

Talvez faça sol...

Talvez chova(melhor)...

Talvez exista um fim...

Talvez ele seja um outro começo e nem exista a frase anterior: "e eles viveram felizes para sempre"...

Talvez preto...

Talvez branco...

Talvez os dois...

Talvez misture e fique cinza...

Talvez céu...

Talvez água...

Talvez terra...

Talvez cante...

Talvez cale...

Talvez muitos...

Talvez poucos...

Talvez todos...

Talvez nenhum...

Talvez sim...

Talvez não...

Talvez não sei...

Talvez talvez...

Talvez nunca...

Talvez sempre...

Talvez vamos ver...

Talvez perto...

Talvez longe...

Talvez perto e longe...

Talvez longe e perto...

Talvez certo...

Talvez errado...

Talvez nem exista...

Talvez agora...

Talvez depois...

Talvez amanhã...

Talvez ontem (ih...já passou)...

Talvez rei...

Talvez peão...

Talvez eu...

Talvez eu mesma...

Talvez eu e eu mesma...

Talvez parada...

Talvez correndo...

Talvez parada e correndo...

Talvez acabem as páginas...

Talvez tenha uma outra já rabiscada...

Talvez pare de escrever(não, isso não pode!)...

Talvez comece...

Talvez ainda esteja no meio...

Talvez esteja quase...

Talvez perca a conta

Talvez acabe...

E talvez já seja a hora!

Ei, da frente!


Ei, da frente... tah m ouvindo?...


Deixa eu ler o teu poema? Eu jah li quase td, mesmo!
Esse teu livrinho eh igual ao meu... mas, o meu era em preto- café (e eu jah disse q essa eh uma opinião minha).
A tua poesia eh d longe melhor do que as que eu fiz... as minhas... nem falo!
Eu gostei do que li...
Mas, eu soh naum consigo ler essa palavra atrás da mecha roxa...
Caramba, eu naum consigo, mesmo!
Naum... naum levanta!
Naum... naum sai!
Olha, eu precisava dessa palavra!
Ai... tah bom... eu vou tentar sonhar c/ essa palavra fujona!
E segue o asfalto... e nem isso seria tão áspero qnt aquelas palavras!

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Olha isso...


Eh mesmo?...
Sério?...
E vc que nunca falou mais do que devia?...
E vc que fala só p/ fazer barulho?...
E vc que nunca agradece?...
E vc que só sorri qnd precisa?...
E vc que s acha dono(a) da verdade?...
E vc que s finge de coitado(a)?...
E vc que sofre e chora os estigmas que nunca existiram em vc? Tem algo mais patético?
E vc que abraça sem nem querer?...
E vc que finge?...
E vc que se esconde tanto qnt os outros?...
E vc que qr ser uma nuvem soh p/ naum ser vc mesmo?...
E vc que fala de "s acostumar" como s fosse bom?...
E vc que tem uma música sem som, ritmo e letra?...
E vc que chove,soh p/ naum ser sólido,e assim ser mais fácil?...
E vc que nunca entende uma linha das páginas do próprio ser?...
E vc que acha que se conhece?...
E vc que eh vazio(a)?...
E vc que eh nada?...
E vc que naum importa?...
E vc que eu jah sei?...
E vc que tem medo de olhar?...
E vc que acha que eh p/ vc?...
E vc que se encaixa pq eh igual?...
E vc que faria qualquer coisa p/ naum ser deixado(a) de lado?...
E vc que s venderia?...
E vc que calaria mesmo que a vontade fosse deixar fluir?...
E vc que eu nunca vou odiar (pq nem isso merece)?...
E vc que naum vai s mexer?...
E vc que naum vai parar?...
E vc que fura o dedo, faz promessa e naum cumpre?...
E vc que escolhe destinos que naum lhe escolherão?...
E vc que culpa os outros qnd erra?...
E vc que soh olha p/ chuva qnd quer q ela pare? Qr saber? Naum parará p/ vc!
E vc que pode escolher e naum o faz?...
E vc? E ele? E ela? E vcs?
Francamente, olha isso, ainda falam d mim?

domingo, 27 de abril de 2008

Hoje mesmo...


Eu to com uma vontade imensa de ouvir e fazer todos ouvirem "Quelqu'un m'a dit" e depois "Feint" , "Get Sick Soon" eu deixo p/ depois pq eu jah ouvi, e jah mandei para todas as pessoas que importam...
Depois achar graça das palhaçadas da Carla...
Ler, para a Jack, as frases interessantes do livro que eu to lendo ...
Dizer: Ei, Jamila, ouve logo isso!...
Matar o Caio, pq ele nunca faz meu depoimento...
Ouvir uma piada do Flávio e dizer que ele me lembra o Kiko...
Acreditar e desacreditar na mentira da Kéven, que logo s sabe q eh mentira, pq ela sempre ri depois q conta...
Receber mais uma mensagem do Kássio...
Refletir ou me espocar de rir depois de ler uma poesia do Thiago...
Ah... e saudade da " voz de algodão" da Andréa...
Ateh d escutar o Ramiro cantar pagode...
Falar aquilo do Bob Esponja p/ Eva...
Falar: Larissa, naum eh assim esse ditado...
Patrícia, passa a bola, poxa,eu to sozinha! Vamos de finta, agora...


Eh o q eu posso fazer p/ vcs!!!!!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A pior parte


Eu qria escrever cada batida do meu coração, e depois(s tivesse paciência) compará-las, talvez elas m dissessem algo... qria poder escrever cada lágrima(soh p/ saber qual foi a mais salgada)... qria poder escrever tds as minhas fadigas e as razões p/ elas existirem(sem contar os antigos treinos de handball)... qria poder escrever e mensurar qnt sangue eu jah perdi(e eu naum to falando do vermelho)... qria escrever e saber qnts mentiras eu jah ouvi (mesm, precebendo mtas delas), soh p/ poder ver q eu naum sou a única a fazê-las... qria poder escrever e gritar tds os gritos(q naum s tornaram gritos, pq o silêncio... ah, o silêncio! ...ele impera)... eu qria escrever (na verdade, qro) tds meus esforços desperdiçados, pq , de certa forma, eles m retardam... eu qria escrever e saber p/ q serve cada passo mais prolongado, pq s eles fossem menores, o resultado seria o mesmo, eu sei... eu qria poder escrever tds as minhas perdas, e essas soh serviriam p/ lembrar... eu qria poder escrever tds os meus poucos sorrisos(e seria fácil contar, mesm), p dizer/ q eu naum sou soh um rosto fechado... eu qria escrever tds as minhas idiotices, e depois, ah, eu as jogaria fora, talvez em uma lixeira em Israel, p vê s eu tinha a sorte de cair uma bomba em cima delas... eu qria escrever e reconhecer tds os meus erros(depois de cometê-los, claro), soh p/ naum negá-los de maneira errada... eu qria escrever e olhar p/ tds os olhos e descobrir tds as diferentes verdades, e as mentiras tbm... eu qria poder naum pensar, p ver o q eu sou, sabe?(mesm, q isso seja contrário à tal da essência humana)... eu qria poder escrever tds as pessoas q (como os terráquios falam) eu amo, pq assim, eu poderia tê-las perto d mim e de uma forma q eu entenderia, simplesmente por qrer SER MAIS do q EXIGIR... mas, naum...eu fico nessa d "the worst part is there's no one else to blame" , pq eh td vindo d mim, sou eu q faço td isso naum existir, pq eu naum vejo outra maneira, ou naum qro ver?... e eu to c/ raiva, mesm! Eu tnho direito! Tnho... eu sei disso! Eu naum to c/ raiva d ninguém... eu soh to c/ raiva... e naum m peça p/ naum estar, pq eh uma das únicas coisas q eu qro e posso fazer!!!!!

Nem q eu usasse tds os lápis do mundo eu conseguiria escrever td q eh importante p/ mim... então, eh, talvez isso seja um resumo... ou qm sabe uma lista!!!! Q seja... tanto faz ... o importante jah foi feito: ESCREVER O Q EU POSSO ESCREVER!!!!!!

sábado, 19 de abril de 2008

No chão


Sabe qual eh o problema d s ter pés no chão? Naum? Tah, eu respondo! Eh q vc tem medo d ter q tirar eles d lah, e sair da posição segura em que s encontram! Tah, eu menti... naum eh tão seguro assim, mas eh, pelo menos, menos arriscado!(ou eu estou mentindo d novo?). O q importa eh q aqui (no chão) td eh mais certo,e mesm q lah (em cima) pareça mais chamativo e azul,e além disso, tenham mais borboletas e nuvens bonitinhas p/ imaginar figuras fofinhas, eh quase absolutamente distante demais p/ pessoas que preferem o concreto e o real! O chão eh mais firme, podendo-se andar, enquanto que o céu eh mto flexível, e imprevisível! E aí, estah outro problema: aqui, nos acostumamos à rotina, em que ao sofrer um abalo eh ,praticamente, definida a sua desestruturação...p q? Pq tais pessoas naum foram preparadas para o imprevísivel e elas nem gostam disso, sentiriam raiva s acontecesse! E sabe aqueles alucinados moradores do céu? Eles são melhores, mto melhores, extremamente melhores nisso... nunca s abalariam c/ mudanças que naum pudessem controlar, apenas seguiriam o rumo indicado, e nem sentiriam falta do que foi um dia, mesmo que os sapatos fossem maiores que os pés,e começassem a tropeçar no meio do caminho...nossa,eles ,simplesmente,prosseguiriam...verdade!Moradores do céu, vcs poderiam m levar p/ um passeio? Tragam uma furadeira, meus pés estão presos ao chão!



Câmbio, desligo!!!

terça-feira, 15 de abril de 2008

Sem Título


Tem dia que naum amanhece propriamente dia,naum eh? Tem dia que mais parece noite(naum que noite seja ruim), e que vc s esforça p/ naum ouvir nada do que as pessoas costumam(e costumam,mesm) falar. S isso tira forças eu naum sei, mas se eh uma tentativa, ah...eh,isso eu sei que eh!!!!! Nesses dias, eu costumava pegar o meu "livrinho" (que eu naum gosto de chamar de agenda,pq isso naum era, e naum gosto de chamar de diário pq ,simplesmente, tbm naum era) e escrevia td q eu tinha pensado, de maneira mto aleatória e complicada...soh p/ ninguém entender! Ah, mas eu naum falei q o meu "livrinho" tinha cor de terra e era todo escrito em preto-café (eh uma opinião minha), e que ainda tinha um cheirinho morango+hortelã (dos bombonzinhos que, as vezes, eram esmagados dentro)...enfim, meu "livrinho"jah naum sei onde está, talvez em um ônibus qualquer, talvez na ufpa... eu o perdi, junto c/ as minhas poesias de tão longa data, que eu jamais saberia reescrever, pq poesia naum s reescreve, apenas s lê! Então s um dia alguém avistar um "livrinho" chorão, que naum tem meu nome e nem telefone, cheio d coisas difícies de entender, e claro, em preto-café(soh p/ ninguém esquecer), por favor... entre em contato... eu sinto falta da mistura perfeita de cheirinhos dele e das páginas em branco (que eram cor de terra) nas quais eu queria escrever!!! Mas, s caso vc entender td que nele tem escrito, então sabe de uma coisa? Fique p/ vc!!!!!! Eh...fique!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

No Dia


Tah,eu sei... eu poderia ter esperado mais e ser mais paciente, sempre se pode ser algo a mais,nao eh? Isso eh o q "os outros" esperam,eh o q "os outros" esperam...eh,sim!!!! Mas,isso pq "eles" naum estão em nossos lugares e naum têm noção de absolutamente nada! NADA! Mas, voltando ao eixo central...sim,eu poderia ter sido melhor...mas,quem disse q eu qria?qm disse q eu podia? qm disse q eu devia? Eu podia ter corrido qnd eu quis,mas o problema eh que eu penso demais...tah aí...eu poderia pensar menos e correr mais,e ficar mais cansada e dormir mais cedo,e qnd eu acordasse, eu ouviria Get Sick Soon e m sentiria bem o resto do dia, o qual naum seria mais bem pensado,e sim bem corrido e bem dormido! Eu poderia dizer que eu odeio palhaço... e que eu tenho medo de borboletas,embora elas sejam bonitas e eu quisesse ser uma delas um dia... eu podia dizer q as aves m assustam,mas naum menos que os peixes (os grandes)! Eu poderia dizer q eu prefiro as goiabas menos maduras, pq as mais maduras geralmente têm aqueles bichinhos q eu tenho trauma por causa de um episódio da minha vida nada bonito! Eu poderia dizer que eu odeio ver os finais dos filmes e ler as últimas linhas de um livro, porque m dá a sensação de ACABADO (e eu naum sei s alguém entende isso,mas eh assim) e dói, e eu qria nunca ter visto o filme ou lido o livro, soh p/ poder ver o filme e ler o livro de novo,de modo como s fosse a primeira vez! Meu Deus,alguém entende????? Bom,eu poderia ter falado isso td, p/ as pessoas q eu gosto, mas eu tava mto ocupada tentando ser a melhor... mas,jah naum será assim...jah naum eh!!!!!!!!!

domingo, 13 de abril de 2008

Naum sei o que dizer...


Sabe aqueles dias que naum s tem o que falar? Pois eh... eu acho que eh hj... eu poderia postar um poema, mas acho que seria naum dizer o que eu qria falar e naum posso(pq eu naum tenho como)...e eu naum sei s vcs vão entender,mas tbm eu nem m importo c/ isso,eu nunca m importaria!!!!!!Mas,p/ quem naum tinha o que falar,eu jah estou m prolongando demais!E,agora,voltando ao assunto...eu naum lembro,e nem conheço,de poemas que se encaixem aqui!!!!...de naum dizer o que se tem p/ falar pq naum sabe como,sabe?ah...eu vou fazer um!

sábado, 12 de abril de 2008

O que fazer?

Tudo seria muito mais fácil se soubessemos o que fazer. Imagine soh: s qnd crianças bastasse um toque das pontas dos pés no chão,e aprendessemos a andar... imagine que soubessemos td o que falar (e a hora d falar), magoríamos tanta gente? magoríamos quem admiramos? magoaríamos quem poderia nos admirar(s naum fosse pela palavra errada)... imagine que a equação de pitágoras jah estivesse pronta em nossas mentes...imagine s nascessemos entendendo as teorias de Aristóteles, Platão, Einstein, Kelsen, Kant; definitivamente,este tempo todo estudando tais gênios poderia ser reservado ao pôr-do-sol, ao caminhar na praia, a ver o nosso satélite mais bonito em um dia raro em que ficou tão fino que mal aparecia (e poucos repararam), a ver a chuva cair pela minha janela... naum, da janela de todo mundo... imagine, que jah soubessemos quem seria nosso(a) melhor amigo(a), daí naum precisaríamos levar tanto tempo errando em pessoas erradas, que iriam embora sem nem ao menos um abraço verdadeiro, ou pelo menos um para fingir que s importava; gastaríamos td esse período com ele(a), com certeza, eu gastaria... imagine que jah conhecessemos todas as respostas para todos as perguntas, para tds os problemas; e assim, naum teríamos que correr, nem que chorar, nem que implorar, nem que gritar, nem que se jogar no chão, nem que cansar, nem que ficar vermelha de ódio, nem que chorar de novo...imagine que entendessemos os sentimentos e imagine quão bom seria se pudessemos controlá-los, naum passaríamos vergonha, naum ficaria nada preso na garganta, naum doeria tanto onde vc nem sabia que existia; então vc naum teria que entender Camões de uma maneira tão, tão, tão delacerante...eh, delacerante! Então, imagine que soubessemos o nosso futuro e as pessoas que estariam ao nosso lado...seria mais fácil...oh, se seria...seria, sim...mas, aí... SERIA VIDA?????????????? Acho que NAUM!!!!!