
Minhas pálpebras não se tocam há mais de 24 horas, minhas pernas doem , minhas costas mais parecem a Torre de Pizza e eu juro que eu não sei como o meu coração continua batendo... ainda bem, ainda bem... quando estou em dúvida quanto a minha existência substancial no espaço pouco louvável reservado a seres vivos (ou não) chamado Terra, eu pego no peito, um pouco mais para a esquerda, tendo como ponto de referência o centro, e rezo para que eu sinta as batidas...1, 2, 3, 4.. sim, conto até quatro, não gosto do número três, mas o que interessa é que bate... às vezes meio frenético... e por nada, coitado... mas, bate! Então eu passo a contemplar a música que o silêncio faz, rezando (mais uma vez) para que ninguém ache que tem algo a dizer que seja melhor do que o silêncio. E quando eu estou dentro dele, eu me sinto melhor, me sinto em uma cápsula protetora, meio bolha feita de metal, de cor roxa para ficar mais legal e combinar com as minhas sapatilhas preferidas, que agora estão meio sujas, resultado da chuva que caiu sem parar, é Pará! Me sinto tão protegida que mesmo que eu fosse Clark Kant, criptonita verde nenhuma me assustaria... e lá não chega o escuro, o meu céu tem um tom lilás e as flores são vermelhas com núcleo amarelo... ah... e o travesseiro aparece quando eu quero, e o melhor de tudo é que ele é do Bob Esponja com o cheiro daquele óleo da mamãe, que é quase laranja! E mais uma coisa... as dores nas costas e pernas são substituídas pelo frescor do vento e eu não preciso fiscalizar as batidas do meu coração, lá eu sei que ele bate todo tempo! Não estrague isso tudo, fale baixinho, fale que nem é cantado em Breath Me... susurre... porque o silêncio é melhor do que qualquer timbre!
3 comentários:
Adoro as suas palavrinhas :')
Seria interessante se cada um pudesse criar seu próprio mundo. aaai que vontade! :D
ér, quando não se tem o que dizer, o melhor é calar. silêncio.
gostei bastante desse texto, Bianca. innté :)
Por vezes sabe tão bem um silêncio :')
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