Quando o mundo mostra a sua face hipócrita o que se tem a fazer é não ligar. E eu não quero que as pessoas pensem que essa é uma posição indolente, apática e da mesma forma hipócrita, mas uma atitude madura e honrosa de quem entende que o mundo não entende que a respiração muitas vezes pesa por motivos que apenas um minuto de pessoas irá conhecer, viver e, até talvez, escrever, por motivos que são esquecidos, inferiorizados, marginalizados em favor de um sonho humano-robótico idiota e idealizado. Se o mundo escolheu um estereótipo a ser seguido, a ser respeitado e a ser a imagem de uma dignidade equivocadamente maior e, portanto, mais valiosa do que as demais existentes, o que eu faço é mentalmente (ou verbalmente, quando se trata de um caso à parte) pedir para que todas essas palavras ensaiadas e esteticamente surpreendentes de pessoas que não entendem, claro, sejam introduzidas ,na velocidade da luz, garganta abaixo de cada uma delas. Porque ninguém está suposto a ferir outras pessoas do jeito que achar conveniente. Ah... mas, o mundo quer? Sério? E daí? Porque o mundo também quer que tu não acredites em ti; o mundo não quer também que saibas que a fome, no século XXI, mata mais do que matou em qualquer momento anterior; que os países desenvolvidos, concentrando 29% da população mundial, controlam os outros 71% da população; que 70% da energia produzida no mundo é destinada a esse número: "29%"; que laboratórios multinacionais usam da fragilidade de animais e pessoas economicamente desfavorecidas para usá-las como cobaias de remédios de efeitos colaterais desconhecidos e produtos estéticos ,para a manutenção do estereótipo idealizado pelo nosso "doce" capitalismo (eu preciso dizer que estou sendo irônica?). O mundo não quer que saibas que existem pessoas que recusariam tudo o que ele (esse mundo) ofereceu... por ti; que existem coisas além de dinheiro e glória; que existem princípios além de unidades monetárias. Mas, sabe o que tem de bonito nisso tudo? É saber que, mesmo sendo pouco, existem pessoas que entendem e que lutam de alguma forma contra isso. Eu não conheço a maioria das pessoas que visitam esse blog e dos que eu visito, as pessoas que comentam, ou as que não comentam, mas que me procuram pelo orkut, mas eu acredito e ligo em/para vocês, porque assim como eu... sei que vocês não ligam para o mundo...
Ou ligam?
Ou ligam?
Um comentário:
Eu estou completamente isolada, e acredito que bem sei que "a olidão é uma ocupação triste", mas escolhi. Eu conheço a maioria das pessoas que visitam meu orkut e comentam meu blog, mas fico intrigada com quem chega assim, graças ao fluxo do munido indiferente.
Aqui é um bom lugar. aparecerei, se quiser também o faça em meus escritos.
besito!
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